Física

Cientistas japoneses constroem diamantes mais duros usando um novo método

Cientistas japoneses constroem diamantes mais duros usando um novo método



We are searching data for your request:

Forums and discussions:
Manuals and reference books:
Data from registers:
Wait the end of the search in all databases.
Upon completion, a link will appear to access the found materials.

Cientistas da Universidade de Tsukuba, no Japão, desenvolveram um método para reorganizar os átomos de carbono em um diamante que o torna ainda mais difícil do que antes.

Este novo método criaria diamantes mais duros que poderiam ser potencialmente úteis em aplicações industriais onde diamantes sintéticos são usados ​​para corte.

O estudo sobre esses "pentadiamonds" - como são apelidados por seus criadores - foi publicado em Cartas de revisão física.

VEJA TAMBÉM: ESTES CIENTISTAS TRANSFORMAM COMBUSTÍVEIS FÓSSEIS EM DIAMANTES PUROS

Os pesquisadores usaram cálculos de computador para transformar diamantes em materiais mais duros do que eles são naturalmente - uma façanha dada os diamantes já são os materiais naturais mais fortes na Terra.

Os diamantes não são as únicas configurações feitas de átomos de carbono, que são chamados de alótropos. Tem o chumbo, que usamos no dia a dia dos lápis, e também os nanotubos de carbono. A maneira como um alótropo se torna rígido depende muito da maneira como seus átomos se unem.

Em diamantes regulares, cada átomo de carbono forma uma ligação com quatro vizinhos.

O que os pesquisadores da Universidade de Tsukuba fizeram foi ver o que aconteceria se os átomos de carbono fossem formados em uma estrutura mais complexa.

Assim, a equipe usou um método computacional chamado teoria do funcional da densidade (DFT) para calcular a configuração atômica mais estável. Por meio desse método, os pesquisadores descobriram que o módulo de Young, uma medida de dureza, do pentadiamundo foi estimado em quase 1.700 GPa, em comparação com um diamante regular com 1.200 GPa.

“Não só o pentadiamundo é mais duro que o diamante convencional, como sua densidade é muito menor, igual à do grafite”, explicou a coautora Professora Mina Maruyama.

"Este trabalho mostra o poder de projetar materiais ab initio. Além do corte industrial e da perfuração, os pentadimantes podem ser usados ​​no lugar das células de bigorna de diamante atualmente usadas em pesquisas científicas para recriar a pressão extrema dentro dos planetas", disse o co-autor sênior, Professor Susumu Okada.


Assista o vídeo: ANDREA PEDRA PRECIOSA FORMULAS INDICATIVAS DO DIAMANTES VIDEO AULA (Agosto 2022).